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Osteotomia segmentar com enxerto ósseo Interposicional em Implantodontia

Osteotomia segmentar com enxerto ósseo Interposicional em Implantodontia

Osteotomia segmentar com enxerto ósseo Interposicional em Implantodontia

Osteotomia segmentar com enxerto ósseo Interposicional em Implantodontia

A insuficiência óssea, tanto em altura como em espessura, é apresentada com uma dificuldade para reabilitações com implantes dentários ósseo integráveis. Esta condição que normalmente ocorre após a perda dentária, por problemas periodontais, cáries, traumas e outros, proporciona uma reabsorção local que impossibilita a reabilitação
com implantes endósseos. Têm sido relatados inúmera técnicas para aumento do rebordo alveolar. O uso de materiais autógeno, alógenos e aloplástico e regeneração óssea guiada tem sido frequentemente descritos. Apesar da necessidade de sítio doador e mobilidade cirúrgica, o enxerto ósseo autógeno continua sendo o mais previsível
e com maiores índices de sucessos. Entre os procedimentos de reconstrução temos a técnica de osteotomia segmentar com enxerto ósseo interposicional, que tem se tornado uma opção viável de tratamento para a obtenção de altura óssea adequada.
Ela constitui um procedimento seguro, com índice alto de sucesso, onde as deficiências verticais moderadas podem ser corrigidas. No presente trabalho, relatamos um caso clínico mostrando a técnica cirúrgica baseada na utilização da osteotomia segmentar do rebordo alveolar da região posterior de mandíbula, utilizando enxerto ósseo interposicional removido do ramo ascendente da mandíbula.

Um dos problemas mais comumente encontrados na reabilitação de pacientes parcial e totalmente desdentados é a quantidade insuficiente de tecido ósseo, tanto em altura como em espessura, para permitir a instalação de implantes ósseo integráveis. Esta condição ocorre após a perda dentária, proporcionando local inadequado para a instalação de implantes endósseos. Para a resolução deste problema, existe uma diversidade de tratamentos propostos na literatura, como a regeneração óssea guiada, utilização de materiais aloplásticos, distração osteogênica alveolar, enxertos ósseos autógenos e vascularizados. Inicialmente descrita por Schettler em 1976, com a finalidade de aumentar a retenção de uma prótese total inferior, a técnica de osteotomia segmentar com enxerto ósseo interposicional vem ganhando destaque entre os enxertos realizados em Implantodontia. Sua indicação inclui pacientes com reabsorções verticais moderadas (entre 4 e 8 mm) que impossibilite a reabilitação protética ou a inserção de implantes em locais edêntulos da região anterior da maxila e anterior ou posterior da mandíbula; podendo ainda ser utilizada para a correção de implantes mal posicionados e correção de deformidades dentofaciais, principalmente as isoladas da arcada superior. Esta técnica relativamente simples apresenta vantagens e desvantagens sobre a distração osteogênica.
Dentre as vantagens podemos citar o custo mais baixo e a ausência da haste de ativação do distrator na cavidade bucal durante o período de tratamento; mas, em contrapartida, tem como desvantagem a necessidade de uma área doadora do próprio paciente para se obter o enxerto que ficará interposto. O procedimento exige a presença de pelo menos 4 mm de osso acima do nervo alveolar inferior para que a osteotomia possa ser realizada.
No presente trabalho, relatamos um caso clínico demonstrando a técnica cirúrgica baseada na utilização da osteotomia segmentar do rebordo alveolar da região posterior de mandíbula, utilizando enxerto ósseo interposicional removido do ramo ascendente da mandíbula.

Escrito por: Valdir Cabral Andrade, Cláudio Ferreira Nóia, Monokuame M’Petelo Vemba Cidade, Rafael Ortega Lopes, Henrique Duque de Miranda Chaves Netto e Renato Mazzonetto

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