Otimização da Reabilitação Implantodôntica

Otimização da Reabilitação Implantodôntica

Otimização da Reabilitação Implantodôntica

Otimização da Reabilitação Implantodôntica por meio de Cirurgia Ortognática

A otimização da Reabilitação Implantodôntica reabilitação dos maxilares atróficos permanece um grande desafio aos cirurgiões, ainda nos dias atuais. Esse desafio se torna ainda maior quando se trata de pacientes totalmente edêntulos, que sofreram processo intenso de reabsorção óssea, tornando- -os Classe III ou acentuando tal deformidade. O paciente procurou reabilitação com implantes dentários, mas apresentava atrofia severa do rebordo alveolar, associada com grande discrepância entre os maxilares. O plano de tratamento realizado foi a realização de cirurgia ortognática (avanço de maxila e recuo de mandíbula) associada com enxerto ósseo em bloco, para ganho de espessura do rebordo alveolar, e posterior instalação de implantes dentários em condições e proporções adequadas. A realização de cirurgia ortognática por meio de avanço de maxila e recuo de mandíbula torna a relação entre os maxilares mais harmoniosa, de modo a possibilitar a instalação de implantes em posições e proporções adequadas, propiciando uma prótese sobre implantes sem compensações ou extensões em resina, o que vem a tornar a reabilitação mais previsível, segura e duradoura. A associação de cirurgia ortognática e procedimento reconstrutivo da maxila mostrou-se de extrema importância para o sucesso do plano de tratamento.

A quantidade e a qualidade de osso do leito receptor do implante são consideradas alguns dos fatores
principais no sucesso dos tratamentos implantodônticos. No entanto, a perda de um ou mais elementos
dentários resulta em desequilíbrio entre a formação e a reabsorção óssea no processo alveolar, o que culmina, na maioria das vezes, em atrofias alveolares, ocasionando defeitos ósseos em altura ou espessura, ou em uma associação desses. Em pacientes edêntulos totais, essa perda óssea constantemente resulta em discrepâncias entre os maxilares, devido às diferenças existentes no processo de reabsorção entre os ossos. Enquanto na maxila há um
processo de reabsorção do tipo centrípeto (de fora para dentro, de forma a diminuir o tamanho da maxila), na
mandíbula esse mesmo processo ocorre de forma centrífuga (de dentro para fora), o que constantemente vem, no decorrer dos anos e em associação a fatores traumáticos, como próteses mal adaptadas, a tornar um paciente Classe III. Além disso, muitos pacientes edêntulos que procuram tratamento com implantes já eram Classe III antes
da perda dos elementos dentários. Esses pacientes, ao perderem seus dentes e sofrerem o processo de reabsorção
óssea, apresentam uma discrepância ainda maior entre os maxilares, impossibilitando uma reabilitação
implantodôntica adequada.
Uma solução para isso é a realização de cirurgia ortognática associada à reconstrução total dos maxilares atróficos, de modo a possibilitar uma relação adequada entre a maxila e a mandíbula, ao mesmo tempo em que proporciona ganho ósseo em altura e espessura para instalação dos implantes e posterior reabilitação com prótese sobre implantes. Diante do exposto, o objetivo do presente trabalho foi relatar o caso clínico de um paciente edêntulo total, que procurou reabilitação com implantes dentários e que apresentava atrofia severa de maxila associada à grande discrepância entre os maxilares.

Escrito por: Claudio Ferreira Nóia, Rafael Ortega-Lopes, Valdir Cabral Andrade e Henrique Duque De Miranda Chaves Netto

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